Domingo, Fevereiro 25, 2007

Balaço no meio

SEMANA # 1 (19 a 25 de fevereiro)
Rede Record compra rádios e TV Guaíba no RS

A Rede Record, do grupo do bispo da Igreja Universal do Reino de Deus Edir Macedo, comprou as emissoras de rádio e televisão Guaíba, do Sistema Guaíba-Correio do Povo. A venda da emissora AM, da emissora FM e do canal de TV, todos com sede em Porto Alegre, foi confirmada ontem à noite pelo diretor administrativo-financeiro, Carlos Bastos Ribeiro, que não informou o valor da operação, estimada pelo mercado em R$ 100 milhões. [+]
A piada é: "Jesus tá chamando". Frase lançada no Sala de Redação, ironizando a ligação da Record com a Igreja Universal. As implicações da negociação ainda são desconhecidas, mas as implicâncias já ocuparam as bocas e comentários das notícias sobre o fato pela web. Eu aqui ainda mantenho meu pé atrás quanto a qualquer lado dessa moeda, ‘só opino vendo’.

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De raspão!
Silvio Santos põe Cynthia Benini na bancada com Carlos Nascimento

A reação junto a repórteres, editores e produtores não foi das melhores. Modelo, Benini ficou conhecida nacionalmente por integrar a "Casa dos Artistas", pseudo-reality show inspirado no "Big Brother". Tentou ser atriz, fez até pontas em novelas da Globo (como "Laços de Família"), mas a carreira não vingou.

Cerca de três anos atrás passou a apresentar um telejornal no SBT ao lado de outra modelo, a lasciva Analice Nicolau. Inspirado num modelo de jornalismo norte-americano, que mistura notícias e entretenimento (entendam como quiserem), as âncoras usavam minissaias e cruzavam as pernas no ar.

É essa imagem que Nascimento e boa parte dos jornalistas do SBT temem vincular às suas próprias imagens, com a presença de Benini na bancada. Não foi informado se ela usará minissaia.

Frente de batalha

Quem chamou o jornalismo de ‘batalha pelas mentes’ foi o Clóvis Rossi, em O Que é Jornalismo, da década de 1980. Se a guerra ainda é pelas mentes ou não eu não sei, mas a tensão e o dinamismo que a profissão pode ter deve ser bem parecido com uma batalha. Neste sentido (de batalha e baixas), é interessante uma matéria já velha da Radiobrás, intitulada Jornalistas têm dificuldades para relacionar acidentes a trabalho, diz sindicalista. Um dos parágrafos, veja só, dava os motivos de algumas baixas deste front:
“Acidentes automobilísticos, lesões por esforços repetitivos e alcoolismo são as doenças que mais afastam os jornalistas do trabalho”.
E aí, colega, qual é o seu fraco?

Sábado, Fevereiro 17, 2007

Caterva # 1

Calor, chuva e multidão são repelentes naturais de mim. Para me manter afastado de algum lugar, basta fazê-lo cheio, quente e úmido, como a Rua da Praia, por exemplo. No verão porto-alegrense, sabe-se, há uma natural migração para as praias. Pois hoje identifiquei uma variante: a Rua da Praia. Parece que todo o cidadão da Capital que por um motivo qualquer teve que ficar na metrópole vai para esta atribulada via, com pessoas parando em cada vitrine, com casais decidindo na hora que caminho seguir, com crianças dando chutes para os lados, andando sem prestar atenção à rua, me fazendo ter um acesso de fúria. Detesto a Rua da Praia num dia quente de chuva!

Sábado, Fevereiro 10, 2007

Veja orientando para a ação?

"Um crime de tamanha crueldade tem de ser encarado como a gota d'água para mudar o combate à violência no Rio de Janeiro e em todo o Brasil.

O crime precisa ser enfrentado como tal: uma combinação de pressões psicológicas, sociais, urbanas e familiares que está gerando pavor paralisante no país.

É vital escapar da paralisia.

Que se faça o que tem de ser feito já para conter a hemorragia social provocada pelo crime. Ou, em breve, estaremos chorando outro João Hélio."

Isso foi a Veja, e a Isto É?

Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007

Paulo Francis X Caio Túlio

Dica encaminhada por uma colega... pra quem curte Francis...
Em 1990 o ombudsman da Folha, Caio Túlio Costa (atual presidente do iG), tentou destronar Paulo Francis, atacando-o em um artigo burro e arrivista. Diogo Mainardi relembra a resposta que Paulo Francis deu a ele: "Fico imaginando aquela cara ferrujosa de lagartixa pré-histórica se encolhendo às minhas pauladas. Caio Túlio me causa asco indescritível."

"Caio Túlio é menosprezado e ridicularizado por todos os seus colegas, a quem persegue com mesquinharias suburbanas de bedel. Nunca ouvi uma opinião favorável. Não inspira ódio. Só se odeia quem se respeita."
Ouça o comentário.

Domingo, Fevereiro 04, 2007

Aventuras da blogosfera corporativa

De volta ao trampo, tenho acesso a outros espaços para postar, desde que os textos sejam ligados a fatos, preferencialmente atuais. Mas a liberdade de linguagem é a mesma.

Sexta-feira, Fevereiro 02, 2007

Quem te viu…

Nos primeiros dias de aula, lá pelos idos de 2000, a professora de português 1 da Unisinos rodou o documentário do Chanel Four Muito Além do Cidadão Kane (Brazil: Beyond Citizen Kane, Simon Hartog, 1993). A produção foi vetada no Brasil. Isso porque certas produções jornalísticas são como salsichão: quem vê fazendo não põe na boca. Parece que a idéia era não deixar a produção Global tão intragável, mas, se você é o que come, assista, e decida por si.


Aprenda a nadar

Se as emissões de gases poluentes, causadores do efeito estufa, continuarem, a temperatura do planeta pode subir até quatro graus ao longo do século. Conseqüentemente, os oceanos terão elevação de até 3 cm por ano. Lição: aprenda a nadar! As populações às margens do mar podem gerar até 25 milhões de refugiados, número com grandes possibilidades de aumento.

Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007

Fórum esvaziado

Já foi o tempo em que por ocasião do Fórum Social Mundial em que o T1 tinha gente entrando pela janela em frente à Pontifícia Universidade Católica, em Porto Alegre. Já era a época de Bové, Via Campesina, Palestinos, MST, Chomsky, Aleida Guevara, Ignácio Ramonet e Lula no FSM.

O Fórum Social Mundial, longe do nascedouro, chega a 2008 fragmentado em diversas manifestações ao redor do mundo, longe da proposta original dos debates, das mesas redondas, do encontro.

Falta para o FSM o conteúdo que atraiu os milhares participantes das primeiras edições. Mas que conteúdo é esse? Os repasses que o evento recebia por ocasião dos governos petistas de Porto Alegre e do governo estadual no RS? As estrelas socialistas, quase anarquistas? Os expoentes intelectuais?

Com volta ao Brasil em vista para 2009, o evento dificilmente encontrará um hóspede tão acolhedor quanto a Porto Alegre do início dos anos 2000. O mais próximo do paralelo 30 é o Paraná, que já fez pedido formal à organização do evento, ou a Bahiha (que acampamento da Juventude, hein?!).

Lula, de esquerdista, só mantém o vermelho na gravata; Bové está se candidatando a presidente na França. Parece que a constelação está se esvaindo também.

É a antítese de tudo o que o avesso em Davos conseguiu manter, a começar por uma sede específica. Vai se recuperar? Não se sabe.

Callado que diz tudo

O trocadilho do título foi inevitável, mas comunica bem a impressão que qualquer um teria ao assistir o Espaço Aberto especial sobre o jornalista e escritor falecido há dez anos Antonio Callado. O homem que nunca perdeu a elegância chegou a declarar que "não há motivos para mesmo em momentos difíceis perder os bons modos". De acordo! Callado faz parte do grupo de jornalistas brasileiros que valem a leitura, remanescentes da ditadura, e com uma forte pitada de idealismo, como Zuenir Ventura e o José Hamilton Ribeiro, que se não sofreu com ditadura tão marcadamente, acho, tinha por ideologia principal a boa reportagem. Quem quiser agregar mais nomes à lista dos que tudo dizem para prazer dos ouvintes, por favor...

Sábado, Janeiro 27, 2007

De jornalistas para jornalistas

Recomendo a leitura do artigo de capa do caderno Cultura de 27 de janeiro de 2007, encartado em Zero Hora. Trata-se de uma entrevista e uma matéria “jabá” sobre José Amilton Ribeiro (jabá que vale a leitura), aquele senhor que apresenta o Globo Rural, e que na década de 1960 teve a perna explodida por uma mina na guerra do Vietnã. Pois oito reportagens (daquelas de verdade) foram re-publicadas no livro “O Repórter do Século”. É interessante notar o esforço do jornalista Marcelo Fleury, autor do texto de Cultura, para elucidar ao público não familiarizado com o jornalismo certos detalhes pertinentes a profissão fundamentais para a compreensão do texto.

O mesmo caderno levanta, a partir de uma foto publicada na maioria dos jornais desta semana, o debate a cerca da ética no fotojornalismo quando se trata de registrar situações de risco de vida. Vale a leitura.

Quatro dias em Janeiro

O resto do ano está fadado à monotonia. Ontem, às 21h, pisei o Anfiteatro Padre Werner para minha colação de grau em Jornalismo, após sete anos de mensalidades reajustadas e muita manha pra conciliar a vida dividida por quatro: família, religião, faculdade e trabalho.

Se a penúltima destas fatias cotidianas acabou ontem, hoje, sábado, foi o dia de dar mais um passo rumo à plenitude da primeira. Eu e minha namorada noivamos exatamente 22h45min depois do início da formatura.

Depois de cumpridas as obrigações religiosas deste domingo, a segunda reinicia o último e mais sofrido ciclo: o trabalho, que apesar de todas as lástimas, é o que manteve a facul, e manterá a família.

Quero ver que evento ao transcorrer do ano sobrepujará estes quatro dias de janeiro.
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